7.9.05

Metropolitan love affair



Chove sobre a cidade -- não o bastante
para a inundar, para afogar quem mora
apenas chove -- e com calma se molha
a pressa inúmera dos habitantes
cada um sabe aonde vai e quando,
tem destino preciso como este
rio Hudson, ou aquele, ao lado, Leste
-- não como a chuva, água também, e no entanto
de fonte tão diversa, que partilha
por todo vão que encontra -- e não escolhe --
o seu roldão de multidão que escorre
de todo tecto que a cidade iça

(a cidade é um bicho que se eriça
buildings de pé, arranha-céus à espreita
mas nunca sai dali onde se deita.
A chuva lambe o bicho e a sua preguiça).

1 comentário:

  1. Caro Jayme,

    que grande alegria reencontrar-te!
    E que outra grande alegria ver que tens aqui tantos poemas novos para ler.
    Até qualquer dia!
    Américo Carvalho

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